Da primeira a terceira revolução industrial

Nesse post vamos falar das influências da inovação no âmbito social e político, dessa forma  contextualizar a inovação desde seu surgimento na primeira Revolução Industrial, século XVIII, até a terceira revolução industrial, no século XX. Já atualmente, temos a chamada quarta revolução industrial que farei um post especial para ele!

A teoria foi baseada no livro: “A economia da tecnologia no Brasil” do autor Paulo Bastos Tigre que fala de teorias econômicas clássicas da tecnologia.

Se teve início com a Revolução Industrial na Inglaterra, no século XVIII, com a produção têxtil, produção a vapor (locomotiva, navios), carvão mineral (fonte de energia poluente) e diferentes formas de organizar máquinas e trabalhadores. Com a aceleração do processo produtivo e economia de tempo, iniciou-se o processo de acumulação de capital. Em suma, Adam Smith e David Ricardo são os primeiros economistas a analisar a riqueza das nações e o impacto sobre o trabalho e renda.

Segunda revolução industrial é caracterizada pelo uso do carvão mineral e invenção do aço no século XIX. Neste período as empresas eram familiares e de poucos sócios, faltavam investimentos.

Karl Marx busca por maiores lucros, concorrência e mudança tecnológica eram os fatores que faziam com que capitalista investissem o excedente produtivo. Marx entendi inovação como um monopólio temporário – A corrente neoclássica tem como objeto central a formação do preço, e a alocação (disposição) de recursos. Coloca-se nesse momento as inovações como exógenas as organizações.

Já para Marx ele pensa de modo diferente quanto as inovações tecnológicas: ela é vista como uma arma competitiva que permite o empreendedor de produzir de forma mais eficiente reduzindo a dependência sobre a mão de obra e eliminando concorrentes. A influência de Marx é muito importante no estudo da gestão da inovação.

O século XX é marcado pelas grandes empresas industriais, a era fordista e a concorrência oligopolística. Com concentração econômica, altos investimentos (em massa, exemplo modelo T de Ford), economia de escala a escopo, grandes firmas monopolizadoras.

Joseph Schumpeter desenvolve suas atribuições sobre o papel da tecnologia da competição e no crescimento econômico – teremos um post especial para Schumpeter também!

Características da Segunda revolução industrial: inovações do século XX – eletricidade e infraestrutura para ela, motor a combustão, inovação organizacional (taylorista – fordista)

 

A terceira revolução industrial, revolução informacional e as novas teorias da firma e da tecnologia. Revolução científica informacional – OMC – FMI diminuem as barreiras tarifárias, aumenta-se a circulação de capital, mercadoria, serviço e tecnologia. Modelo organizacional – Toyotismo, no Japão.

Aumenta-se a capacidade de processamento de dados de informação – era da tecnologia da informação, Biotecnologia (DNA, genética), Nanotecnologia (diversas áreas).

Conhecimento passa a ser o fator mais importante para o processo produtivo.

Passamos pelas três revoluções industriais, dizem que estamos entrando na quarta revolução ou indústria 4.0. Será?

Seguem meus slides em formato ppt. sobre as revoluções industrias e a inovação com base no livro Gestão da inovação do autor Paulo Bastos Tigre: Gestão da Inovação _ livro TIGRE (1)

About Patricia Matsuda

Possui Graduação em Administração Pública pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Mestrado (2010) e Doutorado (2015) pelo Programa de Pós Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos. Realizou o doutorado sanduíche na University of Manchester - Manchester Business School (06/2013 - 04/2014). Foi Professora Universitária das Faculdades Integradas de São Carlos pelo período de dois anos (2007 - 2009). Foi bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) desde 2011 até 2014. Participa do Núcleo de Estudos em Sociologia Econômica e das Finanças (NESEFI). Foi Professora da disciplina de Operações, Serviços e Sistemas Produtivos II e orientadora de TCC no curso de Administração na Faculdade Sumaré. Ainda na Faculdade Sumaré foi Professora Conteudista da disciplina de ensino à distância Aplicação e Análise de Casos desde 2014 até 2017. É atualmente Professora da disciplina de Gestão Estratégica da Inovação e Teoria da Inovação e Competitividade para o curso de Administração no Centro Universitário da FEI - Unidade São Bernardo do Campo. Participa ativamente de eventos de Empreendedorismo, criatividade, inovação e startups como: Avaliadora na Bootcamp Final e Demoday do InovAtiva Brasil ; Palestrante na Oficina de criatividade e inovação do FEI Portas Abertas ; Avaliadora no Pitch Fight do Centro Universitário FEI ; Participação da organização do Congresso de Inovação no Centro Universitário FEI; Avaliadora de projetos no evento Inova FEI; Jurada no Startup Weekend edição ABC. Atualmente conduz pesquisas de iniciação científica com alunos do Centro Universitário FEI, com bolsa Pipex, nos seguintes temas: Startup Enxuta, Empresas do Cubo, Análise de ativos intangíveis, Startups abertas, Wenovate, Aceleradoras e Incubadoras de startups.
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