A inovação aberta

 A INOVAÇÃO ABERTA

As organizações podem realizar inovação de forma fechada e aberta. Vamos ver agora como elas funcionam e citar diversos exemplos e ferramentas de inovação aberta nas organizações. Podem ser inbond e outubond:

OUTBOND – Recursos internos podem ser disponibilizados para o ambiente externo. (i) Revealing, utilizando métodos formais (patentes, trademark ou proteção de direitos autorais). (ii) Selling, comercialização de tecnologias através da venda ou licenciamento de recursos desenvolvidos em outras organizações.

INBOND – O caminho contrário. (i) Sourcing, as empresas podem utilizar fontes externas de inovação disponíveis fora dos seus limites internos. (ii) Acquiring, neste tipo de abertura as empresas adquirem/compram inputs para o processo de inovação através do mercado.

Inovação aberta x Inovação fechada

Modelo fechado – Capital intelectual trabalhando apenas para a empresa; P&D interno utilizado apenas para própria empresa; Conhecimento de P&D e descobrimentos são mantidos internamente na empresa; Busca individualmente criar ideias/tecnologias que cheguem pela primeira vez ao mercado; Empresa possui o pensamento que irá vencer com pioneirismo; Controle da propriedade.

Modelo aberto – O capital intelectual deve ser trabalhado dentro e fora da empresa; Considera o P&D externo na criação de valor e utiliza P&D interno para complementar o valor; O compartilhamento de P&D e descobrimentos é favorável pois a empresa deve saber como melhor utilizar destes recursos; A origem da pesquisa não visa apenas a geração de lucro. O pioneirismo não é mais importante do que a construção de um bom modelo de negócios; Aproveitamento da propriedade intelectual (patentes) por terceiros (licenciamento) para contribuir com o crescimento.

Ferramentas de inovação aberta

Crowdsourcing (multidão)  – É uma ferramenta que aceita a colaboração da “multidão”, ou no caso de empresas, clientes e outros stakeholders, para criação de novas ideias para produtos/serviços. Participação coletiva para criação,

Crowdfunding – segue a dinâmica da “vaquinha. A pessoas postam suas ideias em uma plataforma, e outras pessoas podem escolher tais projetos, e auxiliarem o desenvolvimento destes projetos doando a quantia que desejarem. Uma opção para pequenos empreendedores, facilitando a obtenção destes recursos.

Questões de inovação aberta:

1. (UnB – CESPE 2013) A gestão da inovação envolve um processo estruturado, com ações contínuas de estímulo à implementação de ideias inovadoras. A respeito desse assunto, assinale a opção correta.

A O processo de gestão da inovação se inicia com a aprendizagem e é seguida pela definição de recursos, levantamento, seleção e implementação, nesta ordem.

B A etapa de aprendizagem caracteriza-se pela busca sistemática de oportunidades de ideias para antecipar tendências de novos produtos, novos processos e serviços, observando-se sinais de mudança no ambiente competitivo.

C O processo de gestão da inovação envolve a utilização de recursos internos e externos para aumentar a capacidade de inovar.

D O processo de inovação deve se restringir a áreas críticas, não havendo necessidade de envolver outras áreas da organização.

2. O conceito de inovação aberta envolve a comunicação eficaz com clientes e até com concorrentes organizados em redes para criação de novos produtos e serviços, a partir de ideias geradas fora dos ambientes de pesquisa e desenvolvimento das organizações.

A Certo

B Errado

 

 

Respostas: (1) c e (2) certo

 

Segue em anexo material em formato ppt feito por mim para aprofundar seus estudos em inovação aberta. Seria um resumo de um estudo de múltiplos casos aplicado em grandes empresas brasileiras para verificar seu grau de inovação aberta: ANÁLISE DO GRAU DE MATURIDADE DA INOVAÇÃO ABERTA_trabalho das alunas da fei

Seguem exemplos em formato ppt de inovação aberta:

O caso Ruffles Inovação aberta no BRASIL_ruffles

O caso Lego Inovação aberta no MUNDO_lego

O caso Fiat Mio Inovação aberta no BRASIL_fiat

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About Patricia Matsuda

Possui Graduação em Administração Pública pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Mestrado (2010) e Doutorado (2015) pelo Programa de Pós Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos. Realizou o doutorado sanduíche na University of Manchester - Manchester Business School (06/2013 - 04/2014). Foi Professora Universitária das Faculdades Integradas de São Carlos pelo período de dois anos (2007 - 2009). Foi bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) desde 2011 até 2014. Participa do Núcleo de Estudos em Sociologia Econômica e das Finanças (NESEFI). Foi Professora da disciplina de Operações, Serviços e Sistemas Produtivos II e orientadora de TCC no curso de Administração na Faculdade Sumaré. Ainda na Faculdade Sumaré foi Professora Conteudista da disciplina de ensino à distância Aplicação e Análise de Casos desde 2014 até 2017. É atualmente Professora da disciplina de Gestão Estratégica da Inovação e Teoria da Inovação e Competitividade para o curso de Administração no Centro Universitário da FEI - Unidade São Bernardo do Campo. Participa ativamente de eventos de Empreendedorismo, criatividade, inovação e startups como: Avaliadora na Bootcamp Final e Demoday do InovAtiva Brasil ; Palestrante na Oficina de criatividade e inovação do FEI Portas Abertas ; Avaliadora no Pitch Fight do Centro Universitário FEI ; Participação da organização do Congresso de Inovação no Centro Universitário FEI; Avaliadora de projetos no evento Inova FEI; Jurada no Startup Weekend edição ABC. Atualmente conduz pesquisas de iniciação científica com alunos do Centro Universitário FEI, com bolsa Pipex, nos seguintes temas: Startup Enxuta, Empresas do Cubo, Análise de ativos intangíveis, Startups abertas, Wenovate, Aceleradoras e Incubadoras de startups.
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