Economia Compartilhada

O conceito de economia colaborativa está cada vez mais presente. A proposta é compartilhar o que se tem com outras pessoas. E isso vale para objetos, espaços, serviços.

Exemplo – Novo prédio em São Paulo terá carros, bicicletas e até apartamento compartilhado.

Exemplo – Uber – Essa história envolvendo um aplicativo para smartphone e uma categoria de profissionais é emblemática, mas essa polêmica é apenas a ponta de um iceberg chamado economia colaborativa, novo conceito que estimula o compartilhamento de bens e serviços, quase sempre usando a internet como espaço para as negociações.

Segundo levantamento realizado pela revista Forbes no ano passado, a economia colaborativa cria receita anual de US$ 3,5 bilhões com os usuários desses serviços, valor que deve crescer 25% ao ano.

Resumidamente, estamos falando de empresas que têm uma quantidade muito pequena de ativos aplicados na operação. Elas operam na intermediação de negócios. Vendem serviços de hospedagem sem terem imóveis. Trabalham no transporte, mas não possuem carros. São negócios altamente escaláveis” (NAKAGAWA)

Não dá para frear essa tendência de economia colaborativa. Ondas de inovação sempre chegam e modificam o setor.

Algumas entidades querem acabar com esse tipo de serviço, mas é uma perda de tempo, mas historicamente todas as ondas de inovação sofreram resistências.

As áreas que devem sofrer mais com a concorrência desse modelo são as áreas de serviços onde a satisfação dos clientes é considerada baixa.

Exemplo – O Airbnb começou em 2008, quando dois designers com um espaço extra em casa hospedaram três viajantes que estavam em busca de um lugar para ficar. Hoje, milhões de anfitriões e viajantes optam por criar uma conta Airbnb gratuita para poderem anunciar seu espaço e reservar acomodações exclusivas em qualquer lugar do mundo.

Exemplo – Uma outra aposta considerada promissora pelo setor é o financiamento coletivo para viabilizar novas empresas, o equity crowdfunding – a comercialização de participações de startups de potencial por meio da internet.

O modelo tem sido encarado como uma alternativa à captação de recursos em um País onde a oferta pública de ações não é viável para pequenas empresas, apesar das tentativas da BM&FBovespa em popularizar esse mecanismo.

O primeiro negócio do ramo aqui no Brasil é o Broota, lançado por Frederico Rizzo Ele fez uma primeira captação para iniciar a operação e levantou R$ 200 mil em 30 dias de campanha com 30 investidores.

A Start Me Up, outra empresa do tipo, foi lançada. A ideia é trabalhar cotas mínimas de investimento de R$ 100. “A demanda é grande”, diz Diego Perez, sócio do novo negócio. Os estrangeiros parecem estar atentos aos benefícios do site — principalmente os valores de estadia muito menores do que hotéis convencionais.

Exemplo – Brasil começa a apostar em serviço de carro compartilhado. Na capital paulista, a brasileira Zazcar opera com uma frota de aproximadamente 60 veículos. O usuário se cadastra pela internet e, além de pagar pelo uso do automóvel, desembolsa uma mensalidade. Um das principais diferenças em relação a uma locadora tradicional está na cobrança por tempo de uso — no mínimo uma hora, com tarifação subsequente por frações de 15 minutos. Seguro e combustível estão incluídos na tarifa, que para um Gol — de segunda a quinta-feira — é de R$ 9,90 por hora. A chave fica dentro do veículo, que é aberto com a utilização de um cartão magnético.

Mais exemplo – Vaga de estacionamento compartilhada. Caso tenha uma vaga de estacionamento que você não usa você pode alugar: ´ParkingAki – http://parkingaki.com/

Mais exemplo – Bicicleta compartilhada http://www.mobilicidade.com.br/bikesampa.asp

Bike Sampa projeto de sustentabilidade da Prefeitura do São Paulo executado através de Termo de Concessão de Uso da Serttel em parceria com o banco Itaú. As Bicicletas do Bike Sampa estão disponíveis em Estações distribuídas em pontos estratégicos da cidade, caracterizando-se com uma solução de meio de transporte de pequeno percurso para facilitar o deslocamento das pessoas nos centros urbanos.

Mais exemplo – Seja voluntário no estrangeiro, faça parte da cultura local, aprenda línguas, adquira novas habilidades e faça novos amigos. workaway.info

Um site criado para promover troca entre viajantes, estudantes de línguas e amantes da cultura com famílias, instituições, indivíduos ou organizações não governamentais que procuram ajuda em vários projetos, e oferecem uma grande variedade de trabalhos e atividades. ´

Mais exemplo – Empréstimo de dinheiro – Espécie de banco informal nos Estados Unidos: pessoas comuns emprestam dinheiro com taxa menor do que a bancária. Vale a reputação do bom pagador.

Mais exemplo – Plataforma de serviços. A plataforma conecta pedreiros, pintores, babás, cozinheiras, acompanhantes de idosos – todos avaliados por quem já os contratou – a quem precisa dos serviços. Observe como é simples: http://www.getninjas.com.br/

Mais exemplo – Social Beers – Crowdfunding de Cervejas. Novidades no mercado cervejeiro nacional. Social Beers, primeira plataforma de crowdfunding 100% focada no mercado cervejeiro artesanal. Através da plataforma você pode colaborar com a produção de cervejas comprando cotas e até ajudar a montar o rótulo, nome, receita, etc. Dependendo do valor que você contribuiu, ganha recompensas que podem ser uma garrafa da cerveja, abridor, camiseta, etc. Site: http://socialbeers.com.br/

Resumindo…

Uma empresa gigantesca como a Google criando um sistema de caronas, o impacto disso na indústria automobilística seria: Se uma a cada duas pessoas deixarem de comprar um carro para se deslocar por meio de caronas, será uma queda de 50% nas vendas. Impactaria também o mercado de seguradoras, de oficinas mecânicas, de postos de gasolina, de pedágios. Tudo cairia em 50% – de acordo com o analisa o economista Oswaldo Oliveira.

A consultoria multinacional PricewaterhouseCoopers prevê que a economia compartilhada movimente em 2025, no mundo todo, algo em torno de US$ 335 bilhões – o PIB da Dinamarca. Serão milhões compartilhando roupas, joias, jantares, vagas para estacionar, residências, carros, bicicletas, aulas de inglês, entre outros.

Site de consumo colaborativo no Brasil

http://consumocolaborativo.cc/sites-de-consumo-colaborativo-brasil/

Um dia colaborativo

http://tab.uol.com.br/economia-compartilhada/

1. Sistemas de compartilhamento de produto/serviço

Simples, pense no AirBnb: bens que são privados podem ser compartilhados ou alugados via plataformas. Outro serviço é o Muber, que permite que qualquer pessoa seja um “transportador de mercadorias” (courrier), sendo que a transação é direta entre quem tem a mercadoria e quem fará a viagem.

2. Redistribuição de produtos

Esse é um modelo de consumo colaborativo baseado em produtos que são usados ou seminovos, cujos donos querem repassar via vendas ou trocas para alguém. – eBay; MercadoLivre; Enjoei.

3. Estilos de vida colaborativos

Essa é a subcategoria mais ampla. Consiste no modelo de troca de bens mais intangíveis, como tempo e habilidades. Para funcionar, é necessário conectar pessoas com interesses similares que queiram trocar aprendizados. Vamos supor que você toque guitarra e queira aprender espanhol. Via plataformas como o Bliive, essa troca fica muito mais fácil de acontecer.

Consumo colaborativo – nem sempre você precisa deter o bem!

https://www.youtube.com/watch?v=yBGSGaeOPuw – Mulher que reutiliza tudo para fazer artesanato, festas, etc

https://www.youtube.com/watch?v=XFZ4cL7JFgo – Economia colaborativa segundo alguns teóricos

Alguns videos interessantes sobre a Economia compartilhada ou Economia colaborativa

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/07/compartilhar-servicos-e-produtos-vira-tendencia-entre-consumidores.html

http://www.eatwith.com/es/

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/07/ideias-que-surgiram-durante-crise-geram-empresas-que-valem-bilhoes.html

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/07/confira-exemplos-e-ideias-de-novos-negocios-criativos.html

http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/tem-noticias-1edicao/videos/v/advogado-fala-sobre-economia-compartilhada-no-estudio-da-tv-tem/4582559/

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/07/jn-mostra-riscos-e-polemicas-que-envolvem-economia-compartilhada.html

 

About Patricia Matsuda

Possui Graduação em Administração Pública pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Mestrado (2010) e Doutorado (2015) pelo Programa de Pós Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos. Realizou o doutorado sanduíche na University of Manchester - Manchester Business School (06/2013 - 04/2014). Foi Professora Universitária das Faculdades Integradas de São Carlos pelo período de dois anos (2007 - 2009). Foi bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) desde 2011 até 2014. Participa do Núcleo de Estudos em Sociologia Econômica e das Finanças (NESEFI). Foi Professora da disciplina de Operações, Serviços e Sistemas Produtivos II e orientadora de TCC no curso de Administração na Faculdade Sumaré. Ainda na Faculdade Sumaré foi Professora Conteudista da disciplina de ensino à distância Aplicação e Análise de Casos desde 2014 até 2017. É atualmente Professora da disciplina de Gestão Estratégica da Inovação e Teoria da Inovação e Competitividade para o curso de Administração no Centro Universitário da FEI - Unidade São Bernardo do Campo. Participa ativamente de eventos de Empreendedorismo, criatividade, inovação e startups como: Avaliadora na Bootcamp Final e Demoday do InovAtiva Brasil ; Palestrante na Oficina de criatividade e inovação do FEI Portas Abertas ; Avaliadora no Pitch Fight do Centro Universitário FEI ; Participação da organização do Congresso de Inovação no Centro Universitário FEI; Avaliadora de projetos no evento Inova FEI; Jurada no Startup Weekend edição ABC. Atualmente conduz pesquisas de iniciação científica com alunos do Centro Universitário FEI, com bolsa Pipex, nos seguintes temas: Startup Enxuta, Empresas do Cubo, Análise de ativos intangíveis, Startups abertas, Wenovate, Aceleradoras e Incubadoras de startups.
View all posts by Patricia Matsuda →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *