Startup enxuta

A Startup enxuta – Autor do livro: Eric Ries

O livro fala sobre como como construir, medir e aprender produtos mínimos viáveis. Como empreendedores utilizam a inovação continua para criar empresas bem sucedidas, o livro serve para impedir o desperdício de tempo e talento dos empreendedores.

O livro é junção de Manufatura enxuta, Design thinking, Desenvolvimento de clientes, Desenvolvimento ágil = Lean Startup.

Eric Ries fala que desenvolveu durante 6 meses a IMVU e não tinha cliente nenhum. Usuários não sabiam o que eram os add-nos;  Não queriam jogar sozinhos;  Não queriam adicionar seus contatos;  Não queriam mais um serviço de IM (chat online). Por fim, pivotaram para uma rede de novos amigos (introduziram o chat now, para conectar com pessoas online, assim fazer novos amigos.

Pensamento enxuto – exemplo IMVU – No exemplo da IMVU, era necessário enxergar o desperdício e eliminar; Se tivessem lançado o produto mais rápido podiam evitar o desperdício; Metodologia de desenvolvimento ágil e aprendizagem validada (encontrada em clientes reais); O esforço não é necessário para aprender o que os clientes querem; É fácil se iludir por achar que sabe o que os clientes querem de fato.

Princípios da startup enxuta

1. Empreendedores estão por toda parte (grandes e pequenas empresas, não precisa ser uma garagem) – intraempreendedores

2. Empreender é administrar (startup é uma instituição, não um produto)

3. Aprendizado validado (experimentos para desenvolver negócio sustentável, através de experimentos)

4. Construir, medir, aprender (construir produto; medir reação dos clientes; perseverar ou pivotar)

5. Contabilidade para inovação (medir progressos)

O livro é separado em: (i) Visão: definir uma startup; (ii) Direção: volta completa no ciclo construir, medir, aprender; (3) Aceleração: Agora que aprenderam o caminho, deve-se acelerar.

Startup é uma instituição humana projetada para criar produtos e serviços em extrema incerteza e que seja sustentável. A grande questão do nosso tempo não é: “Pode ser construído?”, mas: “Deve ser construído?”. 

O objetivo é descobrir a coisa certa a criar, o que clientes querem e pela qual pagarão, o mais rápido possível

  • Exemplo: Zappos  Nick Swinmurn queria um site com variedade de sapatos, tirou fotos de estoque, em troca de vender o preço do varejo se clientes quisessem online. Pensar grande, mas começar pequeno. Hipótese inicial, clientes estavam dispostos a comprar sapatos online? Testando hipótese, descobriu-se informações ao colocar fotos no site: Clientes são afetados pela estratégia do desconto; Clientes queriam saber como devolveriam sapatos; Clientes queriam saber como fazer pagamentos. Nick Swinmurnfundou a Zappos.com em 1999. Ele deixou a Zappospelo valor de 1,2 bilhões de dólares para Amazon em 2009.
  • Exemplo: HP empresa multinacional queria promover trabalho voluntário entre seus funcionários. Empresa selecionou 12 funcionários, eles gostaram? Chamariam colegas? Ou o programa deveria ser melhorado?
  • Exemplo: Laundry service na Índia 7% das pessoas tinham máquina em casa, serviço de lavar no rio demorava uma semana. Colocaram em caminhão uma máquina e depois em quiosque, pessoas pagavam para ter roupa em um dia, as vezes passadas.

Um experimento é o primeiro produto. Ajuda a confirmar ou refutar hipóteses. O produto inicial, mesmo com defeitos, mostra se o cliente deseja utilizar aquele produto. O sucesso não é entregar uma funcionalidade, mas sim, solucionar os problemas dos clientes.

Ciclo: construir – medir – aprender o MVP

Identificar hipóteses e testar. Identificar os elementos mais arriscados e difíceis de prever, dos quais tudo depende.

Outros tipos de MVPs

Exemplo: Vídeo Dropbox: Validou a hipótese da morte, que era saber se as pessoas iam utilizar, sem a necessidade da tecnologia implementada. Drew Houston apresentou a sincronização de arquivos em um vídeo – 5 mil para 75 mil pessoas da noite para o dia – Vale mais de 1 bilhão de dólares.

Exemplo: Food on the table – visitas domiciliares para criar refeições semanais, com supermercados locais com melhores opções para aqueles itens, começou com visitas a um único cliente.

Não há como criar um produto de validade sem saber os atributos que o cliente valoriza.

Medir

– Análise de coorte – Permite analisar os números relativos a diferentes segmentos de clientes ao invés de considerar os totais acumulados

Medir – Métrica de vaidade – São métricas que parecem bem estimulantes, mas que escondem a realidade. Exemplo: número de acesso ao site, mas não considera monetização. Fãs, seguidores, likes

Acelerar 

Já aprendeu aquilo que o cliente quer? Agora é hora de crescer!

Finalmente… Eric Ries espera que a Startup Enxuta una forças das equipes para trabalhar de modo multifuncional, para que alcancem a aprendizagem validada (eliminem o desperdício, tenham agilidade nos resultados, reajam com o fracasso e tenham aprendizagem para criar uma instituição de longo prazo com valor para o mundo).

Comunidade de startup enxuta: Grupos do Meetup: http://lean-startup.meetup.com

Segue o acesso ao livro completo: A Startup Enxuta – Eric Ries Livro

Seguem meus slides de resumo formato ppt: startup enxuta

Seguem diversos exemplos de produtos mínimos viáveis: MVPs

About Patricia Matsuda

Possui Graduação em Administração Pública pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Mestrado (2010) e Doutorado (2015) pelo Programa de Pós Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos. Realizou o doutorado sanduíche na University of Manchester - Manchester Business School (06/2013 - 04/2014). Foi Professora Universitária das Faculdades Integradas de São Carlos pelo período de dois anos (2007 - 2009). Foi bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) desde 2011 até 2014. Participa do Núcleo de Estudos em Sociologia Econômica e das Finanças (NESEFI). Foi Professora da disciplina de Operações, Serviços e Sistemas Produtivos II e orientadora de TCC no curso de Administração na Faculdade Sumaré. Ainda na Faculdade Sumaré foi Professora Conteudista da disciplina de ensino à distância Aplicação e Análise de Casos desde 2014 até 2017. É atualmente Professora da disciplina de Gestão Estratégica da Inovação e Teoria da Inovação e Competitividade para o curso de Administração no Centro Universitário da FEI - Unidade São Bernardo do Campo. Participa ativamente de eventos de Empreendedorismo, criatividade, inovação e startups como: Avaliadora na Bootcamp Final e Demoday do InovAtiva Brasil ; Palestrante na Oficina de criatividade e inovação do FEI Portas Abertas ; Avaliadora no Pitch Fight do Centro Universitário FEI ; Participação da organização do Congresso de Inovação no Centro Universitário FEI; Avaliadora de projetos no evento Inova FEI; Jurada no Startup Weekend edição ABC. Atualmente conduz pesquisas de iniciação científica com alunos do Centro Universitário FEI, com bolsa Pipex, nos seguintes temas: Startup Enxuta, Empresas do Cubo, Análise de ativos intangíveis, Startups abertas, Wenovate, Aceleradoras e Incubadoras de startups.
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