Regras da Inovação

Livro: Regras da Inovação

Autores: Marc J. Epstein, Tony Davila, Robert D. Shelton

Os autores falam que inovação não é somente o mercado competitivo, por exemplo, existe o empreendedorismo social por Yunus. Empresas como Apple, Dell, por exemplo, inovam de forma contínua, por isso estabelecem as regras do jogo. Como, por exemplo, a Boeing, dominou no século XXI, até o surgimento da Airbus em 2000, uma invenção revolucionária não é garantia de sucesso, ela precisa ser seguida de uma interminável corrente de inovações.

Inovação é mais do que tecnologia, inovação é resultado de trabalho sistemático, é um processo organizável e gerenciável. A inovação é a construção de sólidos processos de gestão e uma organização capaz de transformar desenhos em fatos. A inovação não é alquimia. A inovação não foca exclusivamente em tecnologias novas, desenvolver novos modelos de negócios é tão importante quanto tecnologias novas.

A inovação não é algo de que todas as organizações precisem em grandes quantidades – devem ser compatíveis com oportunidades e capacidades.

3 novas importantes perspectivas para os executivos:

1. Inovação é um processo de gestão que exige instrumentos, regras e disciplinas específica;

2. Inovação requer sistemas de avaliação e incentivos para que possa proporcionar rendimentos consideráveis e continuados – não é possível gerenciar o que não é possível medir;

3. As empresas podem usar a inovação para redefinir uma indústria através do emprego de combinações entre Inovações de modelo de negócios e Inovações tecnológica (: Apple – iPod – tecnologia e iTunes – modelo de negócio).

– Ao combiná-las, criar vantagem competitiva e de crescimento

SETE REGRAS PARA UMA BOA GESTÃO DA INOVAÇÃO

  1. Liderança sólida
  2. Inovação deve fazer parte da mentalidade de negócios da empresa
  3. A Inovação deve estar alinhada com a estratégia de negócios da empresa
  4. Estabelecer um equilíbrio entre criatividade e captação de valor
  5. Neutralizar os anticorpos organizacionais capazes de minar boas ideias
  6. Redes internas e externas de inovação
  7. Corrigir os indicadores e as recompensas – tornar a Inovação gerenciável e produzir conduta adequada
  • Inovações pontuais, abafam Inovações maiores, o que conduz a portfólios desequilibrados, que privilegiam o curto prazo.  Muitas vezes os gestores culpam a burocracia ou a cultura como a causa, mas muitos depositam todas as esperanças na compra de inovação (erro).  É necessário definir a estratégia da inovação entre JPG – jogar para ganhar e JPNP – jogar para não perder.
  • Cultura empresarial na inovação, definir estratégias fundamentais para o sucesso a curto e longo prazo, conduzir a evolução da cultura deve ser a principal responsabilidade da equipe de altos executivos. Exemplo: Google – tem uma cultura diferente das outras. A Google é movida por tecnologia e inovação e estes conceitos são aplicados no dia a dia. Para que os funcionários consigam inovar, é necessário um ambiente descontraído em que eles se sintam a vontade. Ou seja, a cultura é muito bem definida e levada a sério. Se são inovadores, o ambiente também tem de ser. E por isso, justamente colocam em primeiro lugar este valor, que sempre estão em constante mudança, como mostra a Figura:

Mesas de pingue-pongue, videogames, pufes e redes de descanso dividem espaço com mesas, cadeiras e computadores. Além disso, as baias de trabalho de cada um dos funcionários (inclusive a do presidente da empresa) são decoradas individualmente, graças a uma verba de 100 dólares que os empregados recebem ao entrar na companhia.  Ou seja, tudo que acontece tem um caminho que chega ao mesmo foco: o da criação. Segundo Monica Santos, gerente de RH do Google para a América Latina “Um diferencial, seguramente, é o ambiente. Além de todas as atividades lúdicas, voltadas a fazer com que as pessoas se divirtam e trabalhem ao mesmo tempo, temos uma série de espaços de convivência” e ainda completa “Isso está ligado com a cultura de colaboração”.

CAPÍTULO 1 – CONDUZINDO O SUCESSO: A FORMA COMO VOCÊ INOVA DEFINE O QUE VOCÊ INOVA

Apple – combinou mudança tecnológica e mudança do modelo de negócio com o lançamento do iTunes e do iPod.  Novos conceitos a partir do iTunes/iPod à parcerias com provedores de conteúdo. Microcrédito – Exemplo de inovação em modelo de negócio: microcréditos: inovação na concessão de crédito produtivo

Inovação pode ter grande sucesso à mas tem que conseguir manter o seu domínio. Uma inovação revolucionária não é, por si, garantia de sucesso, é apenas uma oportunidade. Ela precisa ser seguida por uma interminável corrente de inovações sucessivas, desde incrementais até as radicais. A longo prazo, o que garante o futuro é a capacidade de inovar melhor e de forma mais contínua por mais tempo que as concorrentes.  EX.: A Nokia afirma que seu verdadeiro negócio não são os telefones, mas a inovação.

CASO COCA COLA – para criar cultura inovadora, criou centros de inovação à passou a operar num ambiente descentralizador – a Coca identificou 32 oportunidades diárias ALÉM DO REFRIGERANTE– esportivas, aguas, chás, saúde entre outros produtos

James M. Kilts, então presidente da Gillette definiu inovação: “Nós criamos, dois anos atrás, uma visão muito simples: consolidar valor total de marca mediante a inovação para proporcionar valor ao consumidor e liderança de consumo de maneira mais rápida, melhor e integral que a concorrência”.  Acrescentou que: “É indispensável o incentivo a atividades de risco.” afirma que o contrário do sucesso não é o fracasso, mas a inércia.

Seguem slides feitos por mim para o resumo dos primeiros dois capítulos do livro Regras da inovação: regras da inovacao final 1 e 2

About Patricia Matsuda

Possui Graduação em Administração Pública pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Mestrado (2010) e Doutorado (2015) pelo Programa de Pós Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos. Realizou o doutorado sanduíche na University of Manchester - Manchester Business School (06/2013 - 04/2014). Foi Professora Universitária das Faculdades Integradas de São Carlos pelo período de dois anos (2007 - 2009). Foi bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) desde 2011 até 2014. Participa do Núcleo de Estudos em Sociologia Econômica e das Finanças (NESEFI). Foi Professora da disciplina de Operações, Serviços e Sistemas Produtivos II e orientadora de TCC no curso de Administração na Faculdade Sumaré. Ainda na Faculdade Sumaré foi Professora Conteudista da disciplina de ensino à distância Aplicação e Análise de Casos desde 2014 até 2017. É atualmente Professora da disciplina de Gestão Estratégica da Inovação e Teoria da Inovação e Competitividade para o curso de Administração no Centro Universitário da FEI - Unidade São Bernardo do Campo. Participa ativamente de eventos de Empreendedorismo, criatividade, inovação e startups como: Avaliadora na Bootcamp Final e Demoday do InovAtiva Brasil ; Palestrante na Oficina de criatividade e inovação do FEI Portas Abertas ; Avaliadora no Pitch Fight do Centro Universitário FEI ; Participação da organização do Congresso de Inovação no Centro Universitário FEI; Avaliadora de projetos no evento Inova FEI; Jurada no Startup Weekend edição ABC. Atualmente conduz pesquisas de iniciação científica com alunos do Centro Universitário FEI, com bolsa Pipex, nos seguintes temas: Startup Enxuta, Empresas do Cubo, Análise de ativos intangíveis, Startups abertas, Wenovate, Aceleradoras e Incubadoras de startups.
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