De zero a um

Resumo do livro “De Zero a um” de Peter Thiel

1 º Vídeo:  Levantou 4 pontos principais, porque monopólios são tão críticos? O que o nosso sistema educacional tem com isso? Como construir um monopólio? Como proteger o monopólio?

2º Vídeo: O Ponto Zero foi definido como construir algo novo. Do 0 até o primeiro ponto. Mostrou a importância de construir e manter um monopólio, onde o capitalismo visa o lucro, e a competição tende a abaixar o lucro. Sucesso não é questão de sorte, tudo baseia-se em educação e habilidades o suficiente para atingir o objetivo. O Quão mais cedo  o foco ser para este diferencial, maior a chance de adaptação e sucesso. Benchmarking apenas se for fazer algo DEZ VEZES MELHOR do que o habitual. 1ª chave para o sucesso – Evitar o máximo possível a competição, o que gera diferencial e valor. Utilizar globalização e tecnologia para proteger-se da tecnologia. Até um plano ruim é melhor do que nenhum plano.

3 º  Vídeo: Na primavera de 2012 um estudante chamado Blake, fez notas sobre uma palestra do Sr. Peter Thiel, onde compartilhou através de uma ferramente virtual, para os alunos de direito de Stanford. As anotações virtuais ganharam 2 milhões e 400 mil acessos. Isso porque Peter Thiel é co-fundador do Pay-pal e é o principal responsável pela “Mafia do Pay-pal”. Por mais estranho que isso soe, não quer dizer algo ruim. Um dos maiores , se não o maior, investidor em tecnologia, foi responsável por ascenções de pequenas e medias empresas que dependiam dos serviços do Pay-pal, além de alavancar empresas como Likedin, Tesla e YouTube. Através de pesquisas e aquisições, financiou o projeto de nada menos do que o Facebook, adquirindo 10% das ações da empresa. Além do fato de ser um excelente conhecedor do ramo, ainda está atendo com temas filantrópicos como questões sociais, históricas e até mesmo filosóficas.

Quem é Peter Thiel Peter

É empreendedor americano, bilionário, co-fundadador da PayPal. Foi um grande investidor inicial do Facebook (10,2% de participação). Peter estava fornecendo palestras para estudantes da Universidade de Stanford e um dos alunos, Blake Masters, transformou suas anotações de aula para este livro: Zero to one.

Prefácio

O próximo Bill Gates não vai construir um sistema operacional e o próximo Mark Zuckerberg não irá criar uma nova rede social. Você não vai aprender nada de novo se você acabou de copiar aqueles que foram bem sucedidos. Você pode ir de A – N, mas não de zero a um. Se as empresas não percebem isso, eles vão falhar no futuro. As empresas devem encontrar caminhos novos e desconhecidos!

Reflexões gerais sobre o Livro

Peter dá neste livro a ideia de enorme valor que pode ser criado quando uma empresa cria algo novo e fresco. Ele também fala sobre quando uma empresa melhora ligeiramente e compete com produtos ou serviços já existentes, pouco valor é criado para o negócio. (i) O que faz uma boa ideia; (ii) Monopólio é ótimo; (iii) Como construir seu time.

Capítulo 1 – O Desafio do Futuro

Inicia-se com a pergunta: sobre que verdade importante pouquíssimas pessoas concordam com você? (respostas: sistema educacional precisa de reparos, USA são excepcionais. Ok, muitos concordam já, mas o que ainda não podemos prever no futuro?).

Quando Peter Theil entrevista pessoas, ele gosta de perguntar que verdade única eles sabem, que muito poucas pessoas concordam. Quando aprendemos algo a ser verdade, também é algo que a maioria das pessoas concordam. O progresso horizontal é fácil de imaginar. Isso é quando você melhorar algo que você já sabe que funciona. Aquilo vai levá-lo de A – Z. O progresso vertical é mais difícil porque você precisa fazer algo que nunca foi feito antes. Que irá levá-lo de zero a um

A China está prosperando pelo progresso horizontal. A globalização tem permitido isso acontecer, ao copiar ou melhorar algo que já existe, mas você não vai chegar à frente. Tecnologia é o que tem levado você de zero a um. Você pode ter progresso, tanto horizontal e vertical, um de cada vez, ou nenhum. A globalização leva ao progresso do que já existe.

Os países desenvolvidos estão liderando, e outros países, como a China e a Índia, por exemplo, podem dobrar seu consumo de energia, como consequência, uma poluição catastrófica, se usando as práticas a partir de hoje, a globalização sem a tecnologia não é sustentável.

Uma startup precisa questionar ideias já reconhecidas e repensar os negócios do zero. As startups operam do principio que precisam interagir com outras pessoas para realizar as coisas.

Capítulo 2 – Festejar como se fosse 1999

A década de 1990 tinha uma boa imagem, até a bolha estourar na era pontocom.

As pessoas ao redor dele foram agindo como loucos. A Yahoo em 1996 foi avaliada em 848 milhões, a Amazon, em 1997, em 438 milhões. Em 1998 as ações dessas duas empresas mais do que quadruplicaram. Pedro Theil estava nesse período com a Paypal, a empresa cria uma moeda nova na internet, cobrava por taxas de transação na internet de seus clientes. PayPal foi eleita uma das dez piores ideias de negócios de 1999 por um jornalista. Para a PayPal funcionar, eles precisavam de pelo menos 1 milhão de clientes. Depois das primeiras lutas, a taxa de crescimento se tornou exponencial quando a empresa lançou uma campanha onde os novos clientes receberam US $ 10 para cada conta estabelecida. A campanha foi eficaz e atraiu muitos investidores. O capital de 100 milhões arrecadado de investidores em 2000 foi suficiente para tornar a PayPal um sucesso antes do estouro da bolha, pico da NASDAQ em 2000.

No final do bolha, Peter desenvolve as lições aprendidas que contradiz a sabedoria convencional do Vale do Silício:

  • Faça avanços graduais (pequenos passos graduais)
  • Permaneça enxuto e flexível (não planeje, teste)
  • Melhore com base na concorrência (melhore produtos)
  • Concentre-se nos produtos, não nas vendas (tecnologia significa desenvolvimento de produtos)

Para Peter Thiel: É melhor arriscar do que ser trivial (comum); Um plano ruim é melhor do que nenhum plano; Os mercados competitivos destroem lucros; As vendas importam tanto quanto o produto.

Capítulo 3 – Todas as empresas felizes são diferentes

Considere a indústria aérea, que criou um monte de valor, mas poucas empresas podem fazer um lucro. Compare isto com Google que está criando menos valor, mas está mantendo os lucros. A Google faz tanto dinheiro, que vale mais do que 3 vezes o valor de todas as companhias aéreas americanas combinadas.

Os economistas explicam isso ao categorizar a Google como um monopólio. O alto lucro é feito com os consumidores pagando um preço maior por bens e serviços. Peter Theil gosta da ideia de um monopólio. Considere o Google, como um monopólio para pesquisa. O Google não tem de se concentrar constantemente em competição, por isso pode se concentrar em inovação.

A lição é clara para monopólio: Se você quer manter o lucro e progredir, você deve construir um negócio que tem uma vantagem competitiva muito original onde os rivais não podem entrar. No mercado de concorrência perfeita, nenhuma empresa possui qualquer poder de mercado, todas precisam vender ao preço que o mercado determina

Em 2014 a Google possuía 68% do mercado de mecanismo de busca. (Microsoft (Bing) 19% e Yahoo (Yahoo search) 10%). Mas considere a Google como uma empresa de publicidade, a publicidade americana em mecanismo de busca é de 17 bilhões < publicidade americana online de 37 bilhões < publicidade americana total de 150 bilhões e publicidade global de 495 bilhões:

Os monopólios promovem o progresso porque a promessa de anos, ou mesmo décadas de lucros monopolísticos fornece um poderoso incentivo à inovação, E podem continuar inovando, porque os lucros permitem que façam planos de longo prazo e financiem projetos de pesquisa ambiciosos, com os quais as empresas pioneiras da concorrência sequer podem sonhar

Capítulo 4 – A ideologia da Concorrência

Concorrência significa que não há lucro para ninguém. Então, por que tantas pessoas gostam da ideia de concorrência? É uma ideologia que prega o nosso sistema educativo mais do que qualquer outra coisa. Os melhores alunos são recompensados com convencionais empregos.

No caso da PayPal, ela preferiu não entrar em uma guerra predatória, mas realizou a fusão com sua maior concorrente a X.com

Capítulo 5 – Última vantagem de antecipação

Para uma empresa ser valiosa, ela deve crescer e suportar. O autor sugere foco no crescimento a curto prazo, se concentra em gráficos de receitas mensais e relatórios de lucros trimestrais. – A pergunta mais importante a fazer é: Será que este negócio ainda vai ter retorno de uma década a partir de agora? Números por si só não vão lhe dar a resposta. Você deve pensar criticamente.

Exemplo New York Times jornal x Twitter – Twitter (2013) avaliado em 24 bilhões (12 vezes a capitalização da Times) perdeu dinheiro em, 2012, enquanto a Times lucrou 133 milhões. (Mas se olha para a capacidade do Twitter gerar fluxo de caixa, no futuro!)

Criando monopólio:

  • Tecnologia proprietária – produto difícil ou impossível de reaplicar, Exemplo: Google, algoritmo de busca, carregamento de página rápido e auto completar. Deve ser pelo menos 10 vezes melhor do que seu substituto
  • Criando monopólio
  • Efeitos de rede – Efeitos de rede tornam o produto mais útil à medida que mais pessoas utilizam. Exemplo: Facebook
  • Economias de escala – Startups de software podem se beneficiar de economias de escala substanciais porque o custo marginal de produzir outra cópia do produto se aproxima do zero. Exemplo: Twitter
  • Branding – Marca de tecnologia forte. Campanha publicitária, marca, Exemplo: Apple

Capítulo 6 – Você não é um bilhete de loteria

Muitas celebridades, incluindo Bill Gates e Warren Buffett argumentam que a sorte tem uma grande influência em seu sucesso. Sucesso não é o acaso, olhe para o meio sócio cultural ao seu redor

Capítulo 7 – Siga o Dinheiro

O economista italiano Wilfredo Pareto descobriu o que viria a ser conhecido como o “Princípio de Pareto”. Percebeu que 20% das pessoas possuía 80% das terras na Itália. Era um conceito, conhecido como a regra 80-20, que ele encontrou em toda a natureza. O dinheiro segue o mesmo padrão.

Monopólios – captar mais lucro do que combinando a maioria dos concorrentes.

O investidor deve se concentrar em poucas empresas superiores que obtém resultados exponenciais. (O maior segredo do capital de risco, é que o melhor investimento em um fundo de sucesso se iguala ou supera todo o resto do fundo combinado).

Capítulo 9 – Fundações

Fundar uma empresa é como construir uma casa. A primeira decisão crítica quando a construção de uma empresa é com quem você vai iniciar – (é como se casar), e os conflitos podem ser tão feios quanto um divórcio.

Em startups há um potencial de conflito quanto as mudanças de propriedade e controle. Isso normalmente acontece entre o fundador e seus investidores. Um exemplo clássico poderia ser o fundador querendo crescer a empresa de forma privada, enquanto o investidor gostaria de abrir através de um IPO.

Pagando trabalhadores com ações. Serial ideal ter trabalhadores com opções de pagamento em ações, precisa-se criar valor para o futuro e não a curto prazo. As startups não precisam pagar salários altos porque podem oferecer algo melhor: a propriedade parcial da própria empresa. A participação acionária é a forma de remuneração que pode efetivamente orientar as pessoas para a criação de valor no futuro. A participação acionária é uma ferramenta poderosa, por ter menos liquidez no mercado. Qualquer um que prefira possuir uma parte da sua empresa a ser paga em ações revela uma preferência pelo longo prazo e empenho em aumentar o valor da empresa no futuro.

Capítulo 10 – O Mecânico de Máfia

A primeira equipe de Peter Theil construída tem sido conhecida como “ A Máfia PayPal”. A razão é que muitos ajudaram uns aos outros com a fundação de uma variedade de grandes empresas, incluindo: Tesla, LinkedIn, e YouTube. A cultura forte da PayPal foi montada por pessoas de interesses semelhantes e eles tinham um objetivo comum que eles estavam trabalhando. Precisava-se que cada novo contratado estivesse obcecado em criar uma moeda digital

Capítulo 11 – Se você desenvolver, eles virão?

No Vale do Silício, as pessoas são céticas sobre publicidade. Acham que produtos bons vendem por si só. Publicidade funciona em todo mundo, e se você não reconhecê-lo, você está enganando a si mesmo. A publicidade não é necessariamente as vendas óbvias que você vê na TV para comprar um produto no momento. Por uma questão de fato, o melhor trabalho de vendas é quando está escondido. Empresas devem se concentrar em marketing viral que pode levar a um crescimento exponencial:

A PayPal dava 10 dólares para cada amigo convidado, tendo assim crescimento exponencial. A PayPal se tornou a plataforma de vendas do Ebay.

Capítulo 12 – Homem e Máquina

Muitas pessoas estão preocupadas que as máquinas vão os substituir. A máquinas e as pessoas não são rivais e eles não competem, nem substituem uns aos outros.

Capítulo 14 – Paradoxo do Fundador

Fundadores de startups de sucesso tem características extremas. Nunca sendo o senso comum. Por exemplo, são muito carismáticos e mal humorados ao mesmo tempo. Adoramos e odiamos celebridades, assim como acontece com os fundadores de grandes startups. Não se sabe se nasceram assim, ou se foram moldados pelo ambiente.

Grandes exemplos: Michael Jackson, Elvis Presley e Britney Spears. O que acontece é precisamos de alguém para idolatrar e para criticar

Conclusão: A estagnação ou Singularidade?

Nossa tarefa hoje é achar meios singulares de criar as coisas novas que tornarão o futuro não apenas diferente, mas melhor, ir de zero a um. Podemos criá-lo e ao mesmo tempo preservá-lo para o futuro.

 

Links úteis para pesquisa:

https://verios.com.br/blog/como-o-facebook-inventou-dinheiro-para-contratar-outros-mark-zuckerberg/

https://www.facebook.com/estudantespelaliberdade/posts/403289909754478

Seguem slides feitos por mim em formato ppt: De zero a um

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About Patricia Matsuda

Possui Graduação em Administração Pública pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006). Mestrado (2010) e Doutorado (2015) pelo Programa de Pós Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos. Realizou o doutorado sanduíche na University of Manchester - Manchester Business School (06/2013 - 04/2014). Foi Professora Universitária das Faculdades Integradas de São Carlos pelo período de dois anos (2007 - 2009). Foi bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) desde 2011 até 2014. Participa do Núcleo de Estudos em Sociologia Econômica e das Finanças (NESEFI). Foi Professora da disciplina de Operações, Serviços e Sistemas Produtivos II e orientadora de TCC no curso de Administração na Faculdade Sumaré. Ainda na Faculdade Sumaré foi Professora Conteudista da disciplina de ensino à distância Aplicação e Análise de Casos desde 2014 até 2017. É atualmente Professora da disciplina de Gestão Estratégica da Inovação e Teoria da Inovação e Competitividade para o curso de Administração no Centro Universitário da FEI - Unidade São Bernardo do Campo. Participa ativamente de eventos de Empreendedorismo, criatividade, inovação e startups como: Avaliadora na Bootcamp Final e Demoday do InovAtiva Brasil ; Palestrante na Oficina de criatividade e inovação do FEI Portas Abertas ; Avaliadora no Pitch Fight do Centro Universitário FEI ; Participação da organização do Congresso de Inovação no Centro Universitário FEI; Avaliadora de projetos no evento Inova FEI; Jurada no Startup Weekend edição ABC. Atualmente conduz pesquisas de iniciação científica com alunos do Centro Universitário FEI, com bolsa Pipex, nos seguintes temas: Startup Enxuta, Empresas do Cubo, Análise de ativos intangíveis, Startups abertas, Wenovate, Aceleradoras e Incubadoras de startups.
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